Quando levar seu ao Pronto Socorro???
- Dra.Laura Moreira

- 24 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Em algumas situações é angustiante, para mães e pais, tomar decisões imediatas a respeito da saúde de um filho e determinar o que é uma urgência e o que é uma ocorrência médica comum.Nestes casos, o mais recomendado é que a família ligue para o pediatra que acompanha a criança antes de se dirigir ao PS. A falta ou o excesso de informações, insegurança e certos medos levam os pais e cuidadores a procurarem, muitas vezes, desnecessariamente, serviços de urgência e emergência. Sofrem mais os pais “marinheiros de primeira viagem”.
Claro que existem situações em que a ida ao PS se impõe; alguns problemas, sinais e sintomas podem acontecer em crianças e acabam merecendo avaliações e orientações mais detalhadas:
*Dificuldade respiratória: respiração mais rápida, o pescoço ou a barriga afundam, a pele se retrai entre as costelas, cor "arroxeada", parece sufocar, fica prostrada.
*febre acompanhada de sinais de gravidade como: manchas vermelhas no corpo, dores intensas, sonolência, falta de resposta aos chamados, desmaios, tremores, choro inconsolável, vômitos, convulsões, recusa alimentar severa, prostração/adinamia intensa, alucinações ou alteração do estado mental da criança, ou, ainda, no caso de a febre perdurar mais do que 3 ou 4 dias, especialmente se a temperatura estiver maior ou igual a 39°C.
*Vômitos e diarreia: fraldas secas, não urinar por 6 horas; não conseguir manter qualquer coisa no estômago, vômitos frequentes, boca e mucosa secas, moleira rebaixada, olhos encovados (fundos), choro sem lágrimas, apatia, sonolência, aparentar não estar bem, vômitos e diarreia com sangue.
*Sangramento
*Reação alérgica: manchas vermelhas no corpo, lábios e língua inchados e dificuldade para respirar
*Intoxicações
*Traumatismo craniano: quando ocorrer perda de consciência, amnésia (perda de memória), convulsão pós-trauma, alteração comportamental, vômitos incoercíveis (que não param), sonolência excessiva e anormal. O período crítico de observação são as primeiras 12 – 24 horas
*Convulsões: Exceto naquelas crises de pacientes com epilepsia, em que as famílias já estão orientadas, a ocorrência de uma crise convulsiva é motivo para ir ao PS.





Comentários