POR QUE LEVAR SEU FILHO SE ELE PARECE SAUDÁVEL??
- Dra.Laura Moreira

- 28 de out. de 2020
- 2 min de leitura
A consulta pediátrica ela não deve ser realizada apenas na criança "doente". Pelo contrário, a visita ao pediatra regulamente, a chamada puericultura, serve para promoção e proteção da saúde da criança, por meio de um conjunto de ações e cuidados médicos, higiênicos, dietéticos, psicológicos, pedagógicos e sociais com a finalidade de promover o crescimento e o desenvolvimento da criança, em condições física e mental adequadas. Essas ações preventivas e educativas são realizadas em consultas com frequência e regularidade pré-determinadas, em função dos momentos especiais de cada idade, nos quais a criança requer mais cuidados , para garantir seu crescimento e desenvolvimento com qualidade.
A regularidade das consultas permite que situações de risco, tais como atraso no desenvolvimento, sejam detectadas precocemente e medidas de intervenção instituídas com a maior brevidade possível, garantindo assim um melhor prognóstico.
Sendo assim, não devemos procurar o pediatra apenas em situações de emergência, quando a criança dá sinais claros de que não está bem. As consultas de puericuturas são importantes justamente para prevenção do adoecimento assim como para melhor orientação da família quanto à sinais de alerta e, quando e como agir nessas situações.
E com qual regularidade devem ocorrer essas consultas? Vai depender da faixa etária da criança.
🔶️ 3 consultas mensais para bebês de 5a 30 dias de vida ( 5 -15-30 dias)
🔶️ 2 a 6meses = 1x/mês
🔶️ 7 meses a 1 ano= ideal que continuem com consultas 1x/mês
🔶️ 1 a 2anos = 2/2 meses
🔶️ 2 a 6 anos = 3/3 meses
🔶️ a partir 6 anos = 6/6 meses
🔶️ 7 aos 18 anos = 1x/ano
O resultado de uma boa puericultura serão crianças sadias, com crescimento adequado, sem desnutrição, sem obesidade, que não apresentam doenças preveníveis pela imunização e que respondem melhor às outras doenças, por serem bem nutridas e apresentarem melhor resposta à infecção - um ganho incomensurável na qualidade de vida.
Infelizmente o que vimos nos últimos anos é que a puericultura tem sido deixada de lado, principalmente após o primeiro ano de vida da criança, e está havendo uma distorção no uso dos serviços de pronto socorro, que deveriam ser reservados apenas para situações de urgências e emergências, mas vem sendo utilizado como recurso para consultas pediátricas comuns. O problema disso é que o plantonista não conhece o histórico da criança e como não há a garantia do retorno para o mesmo profissional, já que a cada plantão temos um médico diferente, acaba ocorrendo um exagero no pedido de exames, nem sempre necessários. Além disso, é comprovado o aumento na prescrição de antibióticos e internação hospitalar, em comparação quando a criança é atendida pelo seu pediatra assistente, que a conhece e que pode aguardar, em contato com os pais, a evolução da doença.
Os pais não devem deixar de fazer o acompanhamento dos seus filhos, pois por mais que tudo pareça estar indo bem, há sempre um algo a mais a ser descoberto, alertado ou avaliado a cada consulta. Portanto, é importante que toda criança tenha um pediatra de confiança e que seja “alcançável” na medida do possível e que reserve as idas ao pronto socorro realmente nas situações de urgência ou quando o pediatra não puder ser encontrado.





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