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Papel do Vírus Sincicial Respiratório nas pneumonias infantis

  • Foto do escritor: Dra.Laura Moreira
    Dra.Laura Moreira
  • 18 de mai. de 2022
  • 2 min de leitura

As infecções virais das vias respiratórias representam uma das maiores causas de hospitalização em crianças de todo o mundo e a segunda causa de mortalidade infantil. Dentre estas, o vírus sincicial respiratório (VSR) representa a principal causa de infecção do trato respiratório inferior em crianças menores. De padrão sazonal, a epidemia de VSR se estende de março a junho nos países do hemisfério Sul e de setembro a dezembro no hemisfério Norte. A incidência do VSR tem forte correlação com baixas temperaturas. As crianças abaixo dos dois anos representam o grupo de maior risco para o desenvolvimento da forma grave da doença causada pelo VSR, cujo pico ocorre por volta dos três meses de idade. Especula-se que quase a totalidade das crianças passa por, pelo menos, um episódio de infecção pelo VSR nos primeiros dois anos de vida. São considerados fatores de risco para a forma grave: prematuridade, baixo peso ao nascer, sexo masculino, displasia broncopulmonar, doença cardíaca congênita, imunodeficiência, paralisia cerebral e síndrome de Down. As manifestações causadas pelo VSR podem variar de sintomas leves de nasofaringite aguda a graves quadros respiratórios, especialmente bronquiolite e pneumonia, que podem levar à internação hospitalar, complicações como insuficiência respiratória e importantes sequelas para a infância e vida adulta (sibilos, asma e hiperreatividade das vias áreas). Mais especificamente quanto à pneumonia, esta pode se apresentar com as seguintes características: febre, tosse, sibilos, taquipneia, hipoxemia( baixa de oxigenação) , necessidade de suporte de oxigênio, elevação da proteína C reativa e alterações radiográficas. À medida que o indivíduo cresce, as infecções tendem a se tornar mais brandas: em adultos saudáveis, causam apenas quadros limitados em vias aéreas superiores. Apesar de haver proteção parcial contra uma cepa específica do VSR, a proteção consistente e duradoura não é alcançada. Vacinas contra o VSR têm sido estudadas desde a década de 60, e atualmente existem cerca de 60 candidatas aguardando o fim dos ensaios clínicos, incluindo aquelas que têm por objetivo imunizar também gestantes. O palivizumabe é a única medida profilática disponível. Trata-se de um anticorpo monoclonal específico, administrado 1 vez ao mês durante o inverno em pacientes com risco aumentado de complicações pelo VSR.

 
 
 

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