AMAMENTAÇÃO X IMUNIDADE
- Dra.Laura Moreira

- 21 de jun. de 2020
- 2 min de leitura
Que o leite materno é o melhor alimento para o bebê já sabemos. Não é por acaso que ele é o alimento indicado de forma exclusiva até os 6meses de vida e de forma complementar até os 2 anos de idade. Em tempos de pandemia pelo covid-19 fala- se bastante em imunidade, em “reforçar” o sistema imune. Sendo assim, trago para meu público, de mamães e bebês, um post sobre o melhor “suplemento para imunidade”, o leite materno. Além de oferecer o melhor em termos de nutrientes para o crescimento e desenvolvimento infantil, o LM contém inúmeras substâncias que beneficiam o sistema imunológico do seu bebê , como: anticorpos, fatores imunes, enzimas e células brancas do sangue. Estas substâncias irão proteger seu bebê contra uma grande variedade de doenças e infecções. Se você desenvolver por exemplo um resfriado durante a amamentação (pode ser até o covid-19), os anticorpos que seu organismo produz para combater o vírus também será transmitido através do leite materno. Estes anticorpos irão ajudar o seu filho a desenvolver sua imunidade mais rapidamente e eficazmente e, possivelmente, evitar o desenvolvimento de outras viroses do mesmo tipo. É claro, que no caso de viroses maternas (como o próprio covid-19, sim a covid-19 é uma viroses, uma vez que é causada por um vírus) medidas de prevenção deverão ser adotadas pelas mães durante a amamentação , como: uso de máscaras e higiene das mãos. Não é à toa que pesquisadores estudam leite de mulheres infectadas pelo coronavírus e inclusive um grupo de pesquisadores do Departamento de Infectologia da Escola de Medicina Icahn do Monte Sinai, em Nova York, juntamente com pesquisadores da Universidade da Califórnia , chegaram à conclusão de que o LM de mulheres uma vez infectadas pela covid-19 apresenta forte resposta imunológica ao novo coronavírus. Ainda segundo a pesquisa dos norte americanos, a presença de anticorpos para covid-19 no LM pode alçá-lo à função de terapia contra a doença. O estudo precisa ainda passar pela revisão da comunidade científica, mas apresenta resultados animadores.




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